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Gases Renováveis

Gases Renováveis

O que são Gases Renováveis?

Os gases renováveis são formas de energia limpa, similares à eletricidade renovável, que podem ser injetados na atual rede de gás, permitindo assim a descarbonização da mesma, através da substituição do gás natural por estas novas soluções energéticas.

O Biometano (produzido através dos resíduos orgânicos) e o Hidrogénio Verde (produzido a partir da água) são as soluções mais evidentes para assegurar esta transição energética, permitindo, em conjunto, a descarbonização total da rede de gás em Portugal até 2050.

Pelas suas características, a produção destes gases renováveis será totalmente descentralizada e possível em qualquer região do país, sendo por isso um promotor do desenvolvimento económico e social regional, nomeadamente através da criação de empregos e de novas fontes de receita.

Gases Renováveis: Energia Limpa para um Futuro Sustentável

A transição energética apresenta-se hoje como uma das urgências mais críticas para a sustentabilidade do nosso planeta, tendo assumido um papel estratégico e político a nível global.

Para se concretizarem as metas ambiciosas traçadas, nomeadamente na Europa, é fundamental assegurar a maximização das melhores opções disponíveis, procurando o equilíbrio adequado entre as diversas soluções.

Neste sentido, os gases renováveis, como o Biometano e o Hidrogénio Verde, emergem como uma dimensão absolutamente vital, com soluções devidamente comprovadas, para um mundo mais verde e mais sustentável, assegurando uma transição mais equilibrada, justa e acessível para todos.

Mas, o que são exatamente os gases renováveis e por que são tão relevantes para nós e para o planeta?

O Caminho para a Descarbonização

A substituição do gás natural por gases renováveis tem um objetivo claro: a descarbonização da rede de gás. Isso significa reduzir drasticamente as emissões de CO2 associadas ao uso de gás, tanto em lares como nas empresas.

Sendo a rede de gás de Portugal, uma das mais recentes da Europa, já está hoje preparada para receber estes gases renováveis, sem grandes necessidades de adaptação.

Adicionalmente, porque a molécula do Biometano é praticamente igual à do Gás Natural, e porque no caso do Hidrogénio Verde prevê-se a utilização de uma mistura com até 20%, esta substituição do Gás Natural pelos novos gases renováveis não implicará qualquer necessidade de alteração de equipamentos domésticos ou de hábitos de consumo.

Assim, a transição para os gases renováveis será feita de forma natural, sem necessidade de alterações das nossas rotinas diárias.

Vital para os Objetivos de Transição Energética

Só a combinação de soluções de eletricidade renovável e de gases renováveis permitirá alcançar a ambiciosa meta de total descarbonização até 2050, alinhando-se com os objetivos globais de combate às mudanças climáticas e promoção de um futuro sustentável.

Por outro lado, ao maximizar o aproveitamento das infraestruturas já existentes e com menores custos de adaptação, a aposta na descarbonização via gases renováveis permitirá uma transição energética economicamente mais equilibrada para todos.

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Energia Renovável ao Nosso Alcance

A transição para os gases renováveis é mais do que uma mudança energética – é uma oportunidade para construirmos um futuro mais limpo e sustentável.

Com o Biometano e o Hidrogénio Verde a liderar o caminho, podemos alcançar um sistema energético mais verde, que protege o planeta e as futuras gerações. A jornada rumo a um futuro energético sustentável está apenas no início, e os gases renováveis serão protagonistas nessa transição.

Catalisador de Crescimento Regional Sustentável

A inclusão dos gases renováveis como parte integrante da estratégia energética de um país não beneficia apenas o meio ambiente; também serve como um catalisador para o crescimento regional sustentável, promovendo a igualdade de oportunidades de desenvolvimento em todo o território. Este crescimento descentralizado é determinante não só para transição energética, mas também reforça a coesão social, económica e territorial, assegurando que todos os cidadãos possam beneficiar desta profunda transformação social. Assegurando ainda a sua total independência energética, em defesa de um futuro mais limpo, mais verde e mais sustentável para todos.

UMA VISÃO DE FUTURO

 

Definir as Redes de Gás do Futuro

Face ao imperativo da descarbonização do setor energético, a Floene promoveu, com o apoio da Roland Berger, um estudo que define a possível evolução das redes de distribuição de gás até 2050, tendo em vista a sua completa descarbonização.

Este estudo, permitiu concluir que:

– A rede de gás terá um papel fulcral para alcançar as metas nacionais e europeias, nomeadamente com a injeção de gases renováveis como o Biometano e o Hidrogénio Verde.

– Uma descarbonização equilibrada recorrendo a gases renováveis e eletricidade alavancará as vantagens competitivas energéticas nacionais, minimizando investimentos e eimpactos operacionais e financeiros nos consumidores e processos produtivos

– São necessárias adaptações no atual enquadramento político-regulatório, que permitam a integração das redes dedicadas de hidrogénio no sistema nacional de gás, que crie incentivos à produção de biometano.

 

Descarbonização Equilibrada

Existem caminhos alternativos para a descarbonização da rede de gás, que procuram equilibrar a eletrificação com a integração dos gases renováveis no mix energético.

O cenário de descarbonização equilibrada é o mais adequado para a transformação do setor energético nacional. Este cenário explora o potencial nacional de produção de gases renováveis e de eletricidade renovável, atribuindo a ambos um papel fundamental na descarbonização, porque:

– Beneficia do potencial de gases renováveis, eletricidade renovável e produção descentralizada

– Potencia a utilização de ativos existentes

– Aproveita vantagens competitivas de Portugal

– Minimiza investimentos e disrupções a nível dos consumidores finais e na gestão operacional da rede a longo-prazo

– Oportunidade para descarbonizar o setor residencial ainda abastecido por GPL

– Promove uma economia circular

Este cenário permitirá, em 2050, a injeção descentralizada na rede de ~13,8 TWh/ano de biometano, complementado por ~9,4 TWh/ano de hidrogénio verde. Para a Floene estes dados significam que a sua rede de distribuição passará inteiramente do gás natural para hidrogénio verde e biometano até 2050, resultando numa diminuição de cerca de 90% das emissões de CO2 por ano.

Além disso, uma descarbonização equilibrada não requer investimentos por parte dos clientes e permite uma transição mais rápida, sem disrupções e com uma tecnologia madura e em aplicação em diversos países europeus.

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EUROPA

METAS

A União Europeia definiu metas ambiciosas para a utilização de gases renováveis no âmbito do Pacote Climático “Objetivo 55” e do REPowerEU, com o objetivo de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e alcançar a neutralidade climática até 2050.

2030

Redução das emissões de gases de efeito de estufa da União Europeia (UE), no mínimo, em 55% até 2030

Produzir na UE 35 mil milhões de metros cúbicos de Biometano por ano até 2030 (REPowerEU)

Produzir na UE 10 milhões de toneladas de hidrogénio verde e importar para a UE outras 10 milhões de toneladas de hidrogénio verde até 2030 (REPowerEU)

Quota mínima de 42,5% de energias renováveis no consumo de energia da UE até 2030, com um objetivo não vinculativo de atingir os 45% (Diretiva 2023/2413 para a promoção de energia de fontes renováveis (RED III- Renewable Energy Directive))

Quota mínima de 42% de hidrogénio verde no total de hidrogénio consumido pela indústria até 2030 (Diretiva 2023/2413 para a promoção de energia de fontes renováveis (RED III- Renewable Energy Directive)

Quota mínima de 1% de hidrogénio verde no total de hidrogénio consumido pelo setor dos transportes (Diretiva 2023/2413 para a promoção de energia de fontes renováveis (RED III- Renewable Energy Directive))

2040

Em fevereiro de 2024, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para o objetivo climático para a UE em 2040, recomendando a redução das emissões líquidas de gases com efeito de estufa da UE em 90% até 2040, em relação aos níveis de 1990.

2050

Neutralidade climática da UE em 2050

Saiba mais

Diretiva (UE) 2018/2001 (RED II)

Regulamento da Governação da União da Energia (UE)

Repower EU

PORTUGAL

MEDIDAS

As metas nacionais de Portugal para os gases renováveis são menos ambiciosas do que as metas europeias. No entanto, pelas suas características geográficas e climatéricas e pela atual infra-estrutura de gás, Portugal tem um grande potencial de produção e distribuição de gases renováveis, assegurando uma transição mais eficiente, equilibrada, justa e acessível para todos.

Plano Nacional de Energia e Clima 2030*

Em processo de revisão (proposta submetida à Comissão Europeia em junho 2023), feedback da Comissão recebido em Dezembro. A versão final do Plano tem de ser submetida até 30 de Junho de 2024. As metas propostas por Portugal:

Redução do consumo da energia primária em 35% em Portugal até 2030

Incorporação de 49% de energia renovável no consumo total de energia em Portugal até 2030

Incorporação de 23% de energia renovável no setor dos transportes em Portugal até 2030

Incorporação de 47% de energia renovável no setor Aquecimento e Arrefecimento em Portugal até 2030

5,5 GW de capacidade de eletrólise até 2030 (duplicando os 2,5 GW previstos anteriormente na estratégia nacional do H2)

Estratégia Nacional do Hidrogénio

5% de H2 no consumo final de energia até 2030

5% de H2 no consumo de energia no setor industrial até 2030

5% de H2 no consumo de energia no setor dos transportes até 2030

15% de injeção de H2 nas redes de gás natural até 2030

Entre 50 a 100 estações de abastecimento a H2 até 2030

Aguarda atualização até final do ano

Plano de Ação para o Biometano

Produção de 2,7 TWh de biometano em 2030 (este valor aumenta para 5,6 TWh em 2040).

Portugal poderá substituir quase 10% do seu consumo de gás natural por biometano em 20230, valor que poderá atingir 19% em 2040.

Lei de Bases do Clima

Compromisso da neutralidade climática o mais tardar até 2045.

Proibição da utilização de gás natural de origem fóssil para a produção de energia elétrica, a partir de 2040, desde que assegurada a segurança do abastecimento.

Consulte os planos

Plano Nacional de Energia e Clima 2030

Estratégia Nacional do Hidrogénio

Plano de Ação para o Biometano

Lei de Bases do Clima

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Biometano

O QUE É O BIOMETANO?

O Biometano é um gás de origem renovável, produzido a partir da valorização e  tratamento de resíduos orgânicos, que promove o desenvolvimento regional e a economia circular, beneficiando as Comunidades, as Famílias e as Empresas.

É um gás amigo do Ambiente porque, sendo produzido a partir da valorização e tratamento de resíduos, permite a redução das emissões de gases de efeito estufa, tendo um papel determinante na transição energética nacional.

Adicionalmente, pode ser injetado na rede de gás existente e consumido por todos, não havendo qualquer necessidade de adaptação ou substituição de atuais equipamentos ou infraestruturas. A forma como consumimos gás atualmente será igual com a utilização de Biometano.

O Biometano: Uma Janela para o Futuro Energético Sustentável

Na busca contínua por um futuro mais verde e sustentável, o Biometano surge como uma estrela brilhante no universo das energias renováveis, permitindo a descarbonização da atual rede de gás sem qualquer impacto junto dos clientes ou necessidade de troca de equipamentos, podendo abastecer clientes domésticos ou industriais.

Mas o que é exatamente o Biometano, e por que ele é tão importante para nós e para o planeta?

Biometano: Uma Fonte de Energia Renovável

O Biometano é produzido a partir do processo de digestão anaeróbia, onde, num ambiente livre de oxigénio, existe a decomposição de matéria orgânica. Essa matéria orgânica é proveniente de resíduos agrícolas, resíduos sólidos urbanos (fração orgânica), lamas de estações de tratamento de águas residuais, efluentes pecuários e resíduos agroindústrias.

O resultado é um gás renovável denominado biogás, que passa depois por um processo de purificação para chegarmos ao Biometano, que estará então pronto para ser injetado nas redes de gás, fazendo assim a substituição de um gás fóssil (gás natural) por um gás renovável (Biometano).

O Biometano é então um gás renovável produzido a partir do tratamento orgânico dos resíduos, permitindo a resolução do problema de tratamento dos mesmos, enquanto descarboniza a atual rede de gás.

Descarbonização da Rede de Gás

Como o Biometano possui propriedades químicas idênticas às do gás natural, a transição para esta nova fonte de energia pode ser feita sem quaisquer alterações na infraestrutura existente ou nos equipamentos. Com um potencial de injeção em centenas de pontos diferentes ao longo da rede de gás, o Biometano pode abastecer já hoje famílias e indústrias, sem quaisquer impactos na sua forma de consumo de gás. Não tendo também necessidades de adaptação da rede de gás, teremos assim uma maior eficiência económica nesta transição energética, pela utilização dos ativos já existentes. Estudos realizados apontam que o Biometano poderá representar cerca de 60% do consumo total de gás em 2050 em Portugal.

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Uma Transição Suave

Uma das maiores vantagens do Biometano é a sua capacidade de substituir já hoje o gás natural sem que famílias ou empresas tenham de alterar os seus hábitos de consumo ou trocar os seus equipamentos. Isto significa que podemos continuar a utilizar os nossos fogões, aquecedores, e outros dispositivos a gás, como sempre fizemos, mas de uma forma muito mais sustentável. Este é um benefício notável, pois simplificará muito a mudança para uma fonte de energia renovável, defendendo o ambiente sem impor custos ou inconvenientes adicionais aos consumidores.

Um Papel Central na Transição Energética

O papel do Biometano nos objetivos de transição energética nacional será determinante. Perante o potencial de produção em Portugal e tendo em conta que não existe necessidade de alteração da infraestrutura ou equipamentos a gás, espera-se que, até 2050, represente cerca de 60% do consumo total de gás, desempenhando um papel fundamental na descarbonização da rede de gás e permitindo uma transição energética mais equilibrada, justa e acessível para todos.

Conclusão

O Biometano representa uma enorme oportunidade para avançarmos em direção a um futuro energético sustentável, com benefícios significativos para o ambiente, para a economia e para a sociedade. Com a adoção do Biometano, é dado um passo importante na redução das emissões de gases de efeito estufa, como também é assegurada que a transição para as energias renováveis seja equilibrada, acessível e sem impacto nos hábitos de consumo. Para além disso, é promovido o desenvolvimento socioeconómico de centenas de regiões que terão unidades de produção e injeção. O futuro é renovável, e o Biometano é, sem dúvida, uma peça chave nesse futuro.

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Por Que é Melhor Que Produzir Eletricidade?

Embora o biogás possa ser utilizado para gerar eletricidade, converter biogás em Biometano e utilizá-lo diretamente como combustível é frequentemente mais eficiente (com ganhos de até 30% de eficiência). Isso ocorre porque, ao produzir eletricidade, parte da energia do biogás é perdida na forma de calor durante a conversão. O Biometano, sendo um substituto direto do gás natural, pode ser usado de forma mais eficiente e versátil, sem essas perdas.

Outros Produtos Relacionados:

A produção de Biometano cria também subprodutos muito úteis para a agricultura, promovendo a economia circular. Por exemplo, o digerido, que é o material restante após a digestão anaeróbica, é rico em nutrientes e pode ser utilizado como fertilizante natural. Assim, além de produzirmos energia, estamos também a contribuir para uma agricultura mais sustentável.

Adicionalmente, o dióxido de carbono é o principal subproduto do processo de limpeza do biogás, pois constitui aproximadamente 40% do volume total. O mesmo pode ser engarrafado e vendido para o setor das bebidas gasificadas, ou mesmo ser usado como agente oxidante para limpeza das águas de ETAR.

Em resumo, a produção de Biometano transforma o que seria resíduo em recursos valiosos: energia limpa para nossas casas e indústrias, produtos naturais para a agricultura e outras indústrias. Este processo encarna a ideia de uma economia circular, maximizando os recursos disponíveis, beneficiando assim o nosso planeta e a sociedade.

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BIOMETANO – PRINCIPAIS APLICAÇÕES

 

O Biometano representa uma verdadeira revolução no mundo da energia renovável, oferecendo uma alternativa verde que pode ser utilizada exatamente da mesma forma que o gás natural. Apesar da sua origem renovável, a molécula do Biometano é idêntica à do gás natural, o que significa que o pode substituir totalmente em todas as aplicações atuais do gás natural, sem qualquer necessidade de adaptação ou alteração dos equipamentos existentes.

Esta compatibilidade única torna o Biometano uma escolha particularmente atraente e versátil, podendo ser integrado já hoje e sem necessidades de adaptação na infraestrutura de gás atual ou nas práticas de consumo.

Seja em residências, veículos, indústrias ou na produção de eletricidade e calor, o Biometano abre portas para um futuro mais sustentável, mantendo a conveniência e a eficiência a que estamos habituados.

Segmento Doméstico:

Tal como utilizamos hoje o gás, o Biometano será utilizado para cozinhar, aquecer água e espaços nas residências, substituindo diretamente o gás natural. Esta é uma solução segura, eficiente, sustentável e competitiva, que permitirá o acesso democratizado às energias renováveis, de forma equilibrada e economicamente viável.

Indústria:

O Biometano terá um papel crucial nos diversos processos de produção nas indústrias pesadas (cimento, cerâmica, vidro, aço, metalúrgica, etc.), pois assegura as altas necessidades energéticas difíceis de colmatar com a eletrificação. Será também uma solução para as indústrias que consomem já hoje gás natural e que não estão disponíveis para fazer investimentos na adaptação de equipamentos e processos de produção para utilização de outras fontes de energia. Pode servir também como matéria-prima para processos industriais variados, incluindo a produção de produtos químicos, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis. Como exemplos, temos a sua utilização como uma fonte reativa de carbono na produção de fertilizantes (processo de Haber-Bosch) ou em processos de redução no minério de ferro.

Agricultura:

Além de poder ser uma fonte de energia para máquinas agrícolas, contribui para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável. Também pode auxiliar no consumo interno de uma quinta nos processos de secagem e alimentar a operação dos biodigestores em unidades agrícolas com produção própria de Biometano.

Serviços Públicos e Comerciais:

O Biometano apresenta-se uma opção de energia renovável para hospitais, escolas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, podendo substituir totalmente as atuais utilizações de gás natural, sem a necessidade de substituição ou adaptação de equipamentos.

Combustível para Veículos:

O Biometano poderá ser utilizado como combustível limpo para transportes, especialmente em veículos que operam com gás natural comprimido (GNC). Neste setor estão incluídos o transporte terreste de passageiros e mercadorias, para a classe dos ligeiros e pesados.

Produção de Eletricidade e Calor:

O Biometano pode ser utilizado em sistemas de cogeração para produzir eletricidade e calor de maneira eficiente, atendendo às necessidades de indústrias e edificações.

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BIOMETANO – PRINCIPAIS INDICADORES EUROPEUS

Na Europa, o Biometano tem emergido como um componente vital na transição energética para uma economia mais sustentável e circular. O continente europeu é atualmente o maior produtor mundial de Biometano, com potencial significativo para expansão futura. No final de 2022, cerca de 1.323 unidades de produção de biometano na UE produziram 4,2  mil milhões de metros cúbicos (bcm) de Biometano, representando 44 TWh de energia, que reflete um crescimento de quase 20% face ao ano anterior. –  58% das centrais de biometano atualmente ativas na Europa estão ligadas à rede de distribuição e apenas 19% estão ligadas à rede de transmissão.

Estima-se que quase 18 mil milhões de euros de investimentos serão direcionados para a produção de biometano na Europa até ao final de 2030[1] e que a Europa será capaz de produzir 111 bcm de biometano até 2040[2], prevendo-se que os maiores produtores sejam a Alemanha, a França, a Espanha, a Itália, a Polónia e o Reino Unido.

Atualmente, os países líderes na produção de Biometano incluem a Alemanha, a França e a Dinamarca. A Alemanha é o maior produtor de biometano, onde, em 2022, se situavam 19% das centrais europeias, registando 13 TWh de produção de biometano, 1,1 TWh dos quais foram utilizados no setor dos transportes. Em 2022, de um total de 254 unidades de produção, 52 centrais estavam ligadas à rede de distribuição e 106 à rede de transporte.

França lidera em número de unidades (514 centrais de biometano ativas no final de 2022), traduzindo-se no país onde o setor do biometano tem o crescimento mais rápido da Europa, mas com uma produção acumulada menor (6,9 TWh) comparativamente com a Alemanha, por exemplo. Todas as centrais de biometano francesas estão ligadas à rede de gás: 443 estão conectadas à rede de distribuição e 71 à rede de transporte. A revisão do Plano Nacional de Energia e Clima francês, apresentado à Comissão Europeia no final de 2023, prevê a obrigação legal de 15% de biometano no consumo total de gás do país.

Já a Dinamarca tem registado um crescimento significativo, passando de 1 central em 2012 para 59 centrais em 2022, traduzindo-se em 6,7 GWh de energia produzida. Em agosto de 2023, estima-se que a quota de biometano na rede de gás dinamarquesa terá atingido 39,4% e a intenção do governo dinamarquês será aumentar a produção de biometano para um nível em que possa substituir 100% da procura de gás antes de 2030.

As políticas de incentivo variam significativamente entre os países, afetando tanto a produção quanto o consumo. Embora a Alemanha e a Áustria se tenham concentrado em subsídios para a produção de eletricidade a partir de Biometano, outros países, como a Suécia, incentivam mais o consumo, especialmente no transporte

[1] Fonte: EBA Biomethane Investment Outlook 2023

[2] Fonte: Guidehouse Europe & EBA Biogases towards 2040 and beyond 2024

Projetos

Projetos

Niederndodeleben Planta (Alemanha)

Capacidade de produção: 1980 m3/h de Biometano

Quantidade de resíduos convertidos: 100 000 t/ano

Tipo de Resíduos: Silagem de milho (45%), coprodutos do setor dos vegetais (24%), polpa de beterraba (16%) e resíduos de pecuária (15%).

Woellenheim Planta (França)

Capacidade de produção: 150 m3/h de biometano

Tipo de Resíduos: Palha de milho (60%) e resíduos de pecuária (40%).

Meden Vale Planta (Reino Unido)

Capacidade de produção: 400 m3/h de biometano

Quantidade de resíduos convertidos: 49 000 t/ano

Tipo de Resíduos: Resíduos agrícolas (70%) e de pecuária (14%), águas residuais (11%) e coprodutos do setor dos vegetais (5%)

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H2 Verde

O Que é o Hidrogénio Verde?

O hidrogénio é das moléculas mais abundantes no universo, desempenhando um papel fundamental na composição da matéria cósmica.

O Hidrogénio Verde, que se tem vindo a destacar no panorama das energias renováveis, não é apenas uma nova energia renovável, mas um marco no caminho para um futuro sustentável.

Produzido com energias renováveis, através da eletrólise da água, este processo inovador separa as moléculas da água: hidrogénio, por um lado, e oxigénio, por outro. Ao contrário das fontes de energia convencionais, o Hidrogénio Verde é um gás renovável que, quando queimado, não produz gases de efeito de estufa, libertando apenas vapor de água para a atmosfera.

Utilizando eletricidade proveniente de fontes renováveis para alimentar a eletrólise, assegura-se que a produção do Hidrogénio Verde seja sustentável e livre de emissões prejudiciais, marcando uma diferença significativa na redução da pegada de carbono.

Benefícios para a Descarbonização

O Hidrogénio Verde apresenta-se como uma solução de eleição para descarbonização do setor industrial, especialmente nas indústrias com grandes necessidades de poder calorífico, em que as soluções elétricas não conseguem responder.

Adicionalmente, a sua capacidade de se misturar com o Biometano ou o gás natural, em percentagens até 20% de Hidrogénio Verde, permitirá a distribuição transversal através da atual rede de gás, sem a necessidade de adaptação ou substituição de equipamentos dos consumidores finais.

Também na mobilidade, o Hidrogénio Verde tem dado passos sólidos para a sua viabilidade tecnológica e operacional, podendo afirmar-se como uma importante solução no futuro próximo, especialmente na vertente de veículos pesados.

Por esta razão o Hidrogénio Verde é um importante vetor energético para a estratégia global de descarbonização da atual infraestrutura de gás e da economia global, contribuindo de forma significativa para as metas de descarbonização definidas.

Importância para Setores Específicos

Especialmente relevante para setores com necessidades energéticas elevadas, como a indústria da porcelana e do vidro, bem como o setor de mobilidade, o Hidrogénio Verde apresenta uma oportunidade para diminuir consideravelmente as emissões de gases com efeito de estufa. A sua aplicação nestas áreas promete revolucionar a forma como as necessidades energéticas são satisfeitas, oferecendo uma alternativa verde e eficiente

Papel na Transição Energética Nacional

No cenário da transição energética, o Hidrogénio Verde terá uma contribuição determinante. Estima-se que até 2050, poderá representar cerca de 40% do consumo total de gás em Portugal, evidenciando o seu papel vital na obtenção de uma rede de gás descarbonizada e na realização de objetivos ambiciosos de sustentabilidade a nível nacional.

Um Caminho para um Futuro Sustentável

O Hidrogénio Verde destaca-se não apenas como uma opção energética inovadora, mas como um pilar fundamental para um futuro mais verde e limpo. Com a sua produção sustentável e a capacidade de descarbonizar setores-chave da economia, para além da atual infraestrutura de gás, oferece uma rota eficiente e prática para atingir metas de sustentabilidade, marcando uma nova era na gestão de recursos energéticos.

Conheça o projeto de produção e injeção de Hidrogénio Verde na atual rede de gás natural liderado pela Floene no município do Seixal – o Green Pipeline Project, a Energia Natural do Hidrogénio.

A ENERGIA NATURAL DO HIDROGÉNIO

PRODUÇÃO DE HIDROGÉNIO VERDE

 

O Processo de Produção do Hidrogénio Verde

A produção de Hidrogénio Verde é um marco tecnológico que reflete o compromisso com a sustentabilidade e a inovação no setor energético. Este processo inicia-se com a eletrólise da água, uma técnica avançada que separa as moléculas da água (H2O) em hidrogénio (H2) e oxigénio (O2). A chave para este processo ser considerado “verde” reside na utilização de eletricidade gerada através de fontes renováveis, como a solar, eólica ou hidroelétrica.

Eletrólise: O Coração da Produção

Na eletrólise, a água é colocada num eletrólito, uma substância que facilita a sua decomposição em hidrogénio e oxigénio sob a ação de uma corrente elétrica. Dois elétrodos, o ânodo e o cátodo, são submersos no eletrólito, conectados a uma fonte de energia renovável. Quando a eletricidade é aplicada, o oxigénio é liberado no ânodo, enquanto o hidrogénio é coletado no cátodo. Este método não só garante a separação eficiente dos elementos, mas também assegura que o processo seja livre de emissões de carbono, desde que a eletricidade utilizada seja de origem renovável.

Potencial do Hidrogénio Como Energia Renovável

O uso exclusivo de energia renovável na eletrólise é fundamental para classificar o hidrogénio produzido como “verde”. Este compromisso com fontes de energia limpas assegura que o ciclo de vida do Hidrogénio Verde seja sustentável, desde a produção até ao consumo. Ao integrar energia solar, eólica, ou de outras fontes renováveis, não só se promove a descarbonização da produção de hidrogénio, como também se fomenta a expansão e a adoção de energias renováveis globalmente.

Um Futuro Renovável e Sustentável

A produção de Hidrogénio Verde destaca-se como uma solução promissora para alcançar uma economia de baixo carbono. Produzido com o recurso a eletricidade de fontes renováveis, o representa uma oportunidade vital para o futuro da energia limpa, com um potencial de utilização muito relevante, tanto na globalidade das atuais infraestruturas de gás, como para a indústria pesada e mobilidade. À medida que a tecnologia evolui e os processos se tornam mais eficientes, o Hidrogénio Verde está a caminho de se tornar um pilar fundamental na transição energética global, conduzindo-nos para um mundo mais verde, mais limpo e energeticamente sustentável.

 

Produção de energia e de oxigénio

Através da eletrólise da água, com recurso a energia renovável, a produção de hidrogénio verde gera não apenas um gás renovável pronto a ser injetado na rede de gás (como acontece já hoje no Green Pipeline Project, no município do Seixal), como produz também Oxigénio, que poderá ter várias aplicações noutros setores da economia. É assim uma dupla vantagem competitiva deste processo, com criação de 2 produtos de grande valor.